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Operação cumpre mandados de prisão contra grupo suspeito de golpes milionários com promessa de falsificar dinheiro em Goiás
Golpes variavam entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão por vítima. Ministério Público e PM apreenderam carros de luxo e dinheiro nas residências de suspeitos.


Foto: Reprodução /Ministério Público-GO

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a Polícia Militar realizaram a operação Houdini na manhã desta quarta-feira (22) para prender cinco integrantes de um grupo suspeito de aplicar golpes milionários prometendo fabricar dinheiro falso em cima das cédulas levadas pelas vítimas. Os golpistas diziam ter contatos na Casa da Moeda brasileira, com deputados, e até no exterior para fabricar o dinheiro. Mas isso nunca aconteceu de verdade.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelo MP nem pela PM. Por isso, o g1 não localizou a defesa para se manifestar sobre a operação.

Os mandados de prisão estão sendo cumpridos em Goiânia, Senador Canedo, Jussara e Brasília, no Distrito Federal. O juiz Alessandro Pacheco também determinou o bloqueio de bens dos investigados até o valor de R$ 1 milhão, além do sequestro de veículos de luxo, entre eles uma BMW e uma caminhonete Dodge Ram.

O grupo montou base em Goiás desde 2011, conforme investigação do MP-GO, com ajuda do Ministério Público do Distrito Federal. Os suspeitos cometeram fraudes e fizeram vítimas em Goiás, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Amazonas, Tocantins e Distrito Federal.

Os golpes variavam entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão por vítima. O grupo pedia para a pessoa dizer quanto dinheiro em notas de R$ 50 e R$ 100 iria levar no encontro. Isso era para providenciar a quantidade de papel e insumos químicos para copiar o dinheiro.

No local marcado, eles montavam uma falsa fábrica de notas, pegavam o dinheiro da pessoa e colocavam numa caixa dizendo que aquelas notas seriam copiadas, ou seja, o valor seria duplicado.

Enquanto isso, eles já tinham montado uma caixa idêntica antes de a pessoa chegar, mas com pouco dinheiro e muito papel em branco. Eles distraíam a pessoa e trocavam as caixas, ficando com o dinheiro da vítima, que só descobria o golpe no dia seguinte.


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