AGRICULTURA

Começa nesta segunda (1º) nova etapa da vacinação contra febre aftosa
Objetivo é proteger cerca de 78 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade


A vacinação vai ser realizada na maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação - Foto: Photovideobank/ Pixabay

A partir desta segunda-feira (1º), tem início a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021 para bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade. A vacinação vai ser realizada na maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação e essa etapa tem objetivo de proteger cerca de 78 milhões de animais. 

A febre aftosa é causada por um vírus que tem o contágio fácil, e acomete principalmente os animais de produção como bovinos, suínos, caprinos, ovinos e outros animais, em especial os de cascos bipartidos (cascos fendidos). Segundo o chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do MAPA em Goiás, André Brandão Alves, existem muitos riscos em deixar de vacinar os animais.

“O contágio entre os animais do rebanho e da região é muito expressivo. Através do contato direto ou indireto entre os animais, o vírus pode infectar. Então o animal fica com dificuldade de se alimentar por ter úlceras na boca, na língua e nas patas, então isso vai prejudicar a locomoção do animal e a própria alimentação, podendo levar até mesmo à morte”, afirmou o especialista. 

Desta forma, além de vacinar o rebanho, o produtor precisa declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado e essa declaração pode ser feita de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. Em caso de dúvidas, a orientação é que o criador procure o órgão de defesa sanitária animal de seu estado.

Para além dos problemas de saúde dos animais, a febre aftosa é uma doença que pode gerar impactos econômicos, uma vez que pode acometer rebanhos inteiros. Por isso, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso, Roberto Renato Pinheiro da Silva, explica que é preciso que nenhum produtor deixe de realizar a vacina - que é a única forma de combater a doença e manter o país livre do vírus.

“O aparecimento de febre aftosa em um rebanho é extremamente prejudicial à economia do produtor, à economia local e, sem dúvida alguma, à economia nacional. Então é extremamente importante que o produtor realize a vacinação de acordo com os calendários de vacinação porque com o rebanho imunizado, dificilmente nós teremos a doença em nosso plantel”, destacou Pinheiro.     

As vacinas devem ser adquiridas em locais autorizados e precisam ser acondicionadas entre 2°C e 8°C, desde a compra até o momento da utilização – o que inclui o tempo de transporte e a aplicação da vacina no animal. É preciso usar agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal.

Conforme o calendário da vacinação, dos 19 estados que fazem a vacinação neste período, no Amazonas e em Mato Grosso apenas os municípios que ainda não têm reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação precisam realizar a imunização dos animais.




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